Total de visualizações de página

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cerejeiras: Presidente e vice da Acic falam ao Folha de Vilhena sobre o papel da associação

A sigla Acic significa Associação Comercial e Industrial de Cerejeiras. Em entrevista, Vanderlei Betoni e André Brito (presidente e vice, respectivamente) falam sobre os trabalhos da organização.
A Associação Comercial e Industrial de Cerejeiras é dirigida atualmente pela dupla Vanderlei Betoni e André Brito. A Acic tem cerca de 100 associados (falam em 114) e é uma organização de representação da classe comercial e empresarial de Cerejeiras.
Venderlei Betoni (foto, de camisa branca) é filho de Antonio Betoni Neto, pioneiro em Cerejeiras e fundador do Supermercado Columbia. Com 28 anos de idade e há oito na direção do Columbia, Vanderlei é presidente da Acic no pleito 2012-2013.
André Brito, vice-presidente, é empreendedor da Nativa, fabricante cerejeirense de Lingerie. Empreendedor dotado com uma visão contextualizada de longo prazo, André já foi presidente da Acic em pleitos anteriores e hoje possui uma cadeira (representando a Acic) no conselho da Federação das Associações Comerciais do Estado de Rondônia.
Os dois empreendedores cerejeirenses receberam o Folha de Vilhena na cozinha da casa de Vanderlei Betoni na tarde desta segunda, 9 de julho. Entre biscoitos, cafezinhos e piadas, a dupla nos concedeu a seguinte entrevista.

Qual é a função da ACIC?
Vanderlei Betoni: É tentar responder os anseios do comércio cerejeirense. O papel da nossa associação é identificar esses anseios e tentar encontras as soluções.
André Brito: A função da Acic é representar o grupo do empresariado local. Nós representados um grupo que tem demandas e, juntos, podemos encontrar respostas.

Como a nomenclatura expressa, a Acic é uma associação comercial e industrial da cidade de Cerejeiras. Onde o termo “industrial” se encaixa aqui? Há indústrias em Cerejeiras?
Betoni: Há, sim. Temos aqui a Nativa, que é uma indústria no ramo de confecções. Temos uma fábrica de taco de sinuca. Temos também laticínios. Além de estarmos investindo no parque industrial.
André: Antigamente, a Acic era apenas uma associação comercial. Depois, vimos a necessidade de ela ser também uma associação industrial. Futuramente, ela poderá ser uma associação empresarial, pois englobaempresas em geral. Mas em relação às indústrias, nossa cidade tem indústria e esperamos que terá ainda mais.
Vocês falaram sobre o parque industrial de Cerejeiras. Como está o andamento do parque?
Betoni: Está em andamento. A prefeitura já cedeu o local [que fica 6 km da cidade, em direção a Corumbiara]. Uma empresa grande já entrou com o pedido para se instalar lá. Há interesses de empresas em montar suas instalações no parque. O parque vai dar certo.
André: Já estamos na fase jurídica do parque, na constituição jurídica, uma vez que o local já foi doado. Só falta agora levar a documentação para ser aprovado na câmara municipal. Depois que essa empresa grande se interessou em se instalar lá, o processo andou bem mais rápido. Precisamos de um parque, pois a indústria não pode ser instalada em área urbana. Existe indústria que trabalha com produtos químicos, com processos industriais barulhentos, outras demandam uma área maior de instalação. Então, ela precisa de um local e estamos providenciando. Mas queremos um lugar diferente do que ocorreu em Vilhena, pois lá já existem até mesmo casas de moradias dentro do parque e muito entrave que impediu a coragem das indústrias em se instalarem lá.

Vocês, como homens de negócios, acreditam no futuro de Cerejeiras?
Betoni: Eu acredito. Acho que a cidade vai se desenvolver mais. Na verdade, ela já está se desenvolvendo.
André: Olha, o comércio e o funcionalismo público vão encontrar certa saturação, caso não haja investimento na indústria. Nossa cidade não teve muito investimento rural. Então, é pensar no urbano mesmo. Os empregos públicos tendem a se estabilizar. A nossa saída é a indústria. É por isso que lutamos pelo parque industrial, pois só a indústria pode melhorar ainda mais nossa cidade e fazê-la crescer.

Estamos em ano eleitoral. Como o empresariado se envolve na política? Como o homem de negócio encara a política?
Betoni: Eu não me envolvo. Tenho muitos clientes e amigos que são candidatos a vereador. Se eu me manifestar por um, perco os outros. Acho a política importante e o empresário precisa do poder público. Por exemplo: é o político que pode isentar uma indústria de impostos para ela investir na cidade. É o político que pode apoiar as empresas para gerar empregos. Mas me envolver na campanha, isso não faço.
André: A Acic é sempre imparcial em campanhas eleitorais. Como presidente da Acic, jamais posso me manifestar por este ou por aquele. O que ganhar a eleição, a gente apresenta nossas necessidades. Quando o Kleber foi eleito e assumiu, ele procurou a gente e se colocou a disposição. Gostamos muito da atitude dele. Sempre tivemos um bom diálogo com ele. Esperamos que seja a mesma coisa com quem for eleito, seja ele quem for.

Rildo Costa, de Cerejeiras

Nenhum comentário:

Postar um comentário